Disputa do suco de laranja não torna EUA mais atraente

17 junho 2011

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 junho 17, 2011
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Category CEIRI na Mídia

CEIRI no Jornal Brasil Econômico.

Produtores brasileiros descartam elevar exportações com queda definitiva da taxa antidumping.

A desistência dos Estados Unidos em apelar contra decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC), que exige retirada de sobretaxa às importações brasileiras de suco de laranja, não deve alterar a balança comercial do produto entre os países.

Segundo Christian Lohbauer, presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), os produtores nacionais não vão elevar as exportações do suco para os americanos.

“Já pagamos hoje uma taxa de importação de mais de US$ 400 por tonelada, que equivale a uma tarifa média de 25% sobre o nosso volume exportado. A prática do zeramento adicionava uma taxa de US$ 50 nesse valor. No fim das contas, o mercado não se tornou mais atraente. Isso só significa que retomamos ao antigo ambiente de negociações com os Estados Unidos, de quatro anos atrás”, diz Lohbaurer.

Ele lembra que a tarifa de importação média dos Estados Unidos, envolvendo todos os produtos vendidos para o país, é de 3%. “O que torna a taxa de 25% praticada para o suco de laranja muito elevada”, complementa.

Os Estados Unidos representam hoje 15% das importações de suco de laranja brasileiro. Na década de 1980, essa participação beirava 70%. É a Europa o nosso principal mercado atualmente, com cerca de 70% de participação das nossas vendas ao exterior. (…)

Abertura de mercado

“Se levarmos em conta o episódio recente do etanol, que teve votação favorável no Senado americano contra os subsídios aos produtores, a desistência da apelação é muito positiva, pois é mais um indicador de que os Estados Unidos têm interesse em estreitar laços com o Brasil”, complementa.

Embora a emenda tenha sido aprovada na última quinta-feira (16/6) pelo Senado, a pesquisadora Laís Thomaz, do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (Ceiri) alerta para a votação na Câmara, que deve analisar a emenda na semana que vem.

“Ainda não temos uma garantia de vitória, mas o episódio já simboliza o enfraquecimento do lobby do etanol no Congresso, em contrapartida ao fortalecimento do lobby do petróleo – que é contra subsídios”, analisa.

De qualquer forma, caso o governo americano derrube os subsídios concedidos hoje aos produtores de etanol, o Brasil ainda está longe de ser beneficiado com a medida.

“A produção do etanol no Brasil ainda é insuficiente para atender a demanda interna. Dependemos, portanto, do desenrolar das discussões em relação ao papel de regulação da Agência Nacional de Petróleo sobre o setor. O governo tem a intenção de promover mais investimentos no setor, mas ainda não sabemos como isso deve ocorrer”, pondera Laís.

Matéria Completa em: http://www.brasileconomico.com.br/noticias/disputa-do-suco-de-laranja-nao-torna-eua-mais-atraente_103240.html

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