Jornal Brasil Econômico - Sul-coreanos no cenário brasileiro

15 fevereiro 2011

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Category CEIRI na Mídia

CEIRI no Jornal Brasil Econômico.

As empresas de eletroeletrônicos LG e Samsung, presentes no Brasil desde 2002, foram as primeiras sul-coreanas a identificar o potencial do mercado brasileiro, ainda numa época de incertezas em relação ao ritmo do crescimento econômico do país.

Vieram por conta própria, sem nenhum apoio específico de Seul, lembra Rafael Byung Na, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Coreia.

As duas marcas ocupam hoje espaço em condições de igualdade com outras grifes de eletroeletrônicos e anunciam a entrada na disputa pela clientela de itens da linha branca, como refrigeradores e lavadoras. Para isso, programam investimentos em unidades industriais para a produção local.

São dois exemplos da crescente presença sul-coreana no mercado brasileiro, traduzida numa pauta de produtos de alta tecnologia e um movimento comercial a cada ano mais favorável aos asiáticos. O déficit brasileiro saltou de US$ 300 milhões em 2004 para US$ 4,66 bilhões no ano passado, com evolução de 1.452% no período.

Enquanto importamos carros e eletroeletrônicos, exportamos principalmente commodities.

“Nosso empresariado está mais concentrado na China”, diz Fabrício Bomjardim, consultor em política asiática do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (Ceiri), lembrando que falta ao país uma estratégia consolidada de aproximação com a Coreia do Sul ou com a Ásia como um todo.

Daniela Alves, também pesquisadora do Ceiri, entende como indispensável que o Brasil tenha um ambiente para atração de investimentos em pesquisa e desenvolvimento de alto nível.

No entanto, esse ambiente continua prejudicado pela falta de uma infraestrutura portuária inadequada e pela burocracia, especialmente, na parte referente aos tributos, de acordo com Byung Na.

A eliminação desses entraves traria enormes vantagens ao país, que seria beneficiado nas duas rotas, como plataforma de produtos coreanos para a América Latina e, ao mesmo tempo, utilizando a Coreia do Sul como porta de entrada para a Ásia.

http://www.brasileconomico.com.br/noticias/sulcoreanos-no-cenario-brasileiro_98107.html

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