Opinião e Notícia – Ausência de Obama decepciona governo argentino

23 fevereiro 2011

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Category CEIRI na Mídia

O relacionamento entre a Argentina e os EUA já vinha esfriando faz tempo. Desde o fim dos anos 1990 e início da década de 2000, quando a crise financeira assolou nossos vizinhos e os atentados de 11 de setembro mudaram para sempre a história dos norte-americanos, as casas Rosada e Branca deixaram de lado os laços estreitos que mantinham durante o governo de Carlos Menem. Com os olhos voltados para o Oriente Médio e para o Afeganistão, os EUA não deram o suporte econômico que os sulamericanos esperavam para superar suas dificuldades. Uma possível reaproximação entre os antigos parceiros parece ainda mais distante após o anúncio de que o presidente Barack Obama visitará o Brasil e o Chile no próximo mês de março e não fará uma escala na Argentina, mesmo passando pelo espaço aéreo do país. A decisão causou indignação no governo de Cristina Kirchner, que não consegue entender o porquê da exclusão. (…)

“A Argentina perdeu grandes oportunidades de se aproximar dos EUA ao longo do governo de Cristina Kirchner. A presidente se posicionou pró o grupo ideologicamente contrário aos norte-americanos sem ter ganhos políticos e econômicos com isso. Cristina também não soube definir qual é o regime ou ideologia do seu governo”, afirma o diretor do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) Marcelo Suano. (…)

Além de não ser interessante para Obama visitar um país que não tem como fazer parcerias e trocas comerciais, no campo político a Argentina também desaponta, pois vive mais questões internas do que externas. Para Suano, o país perde espaço a cada ano no cenário mundial e precisa rever suas políticas públicas, em especial, sua política externa:

“Lá se vive o efeito viúva. A oposição não tem enfrentado a presidente em função da morte do seu marido e ex-presidente Néstor. Passando essa trégua, não se sabe que rumos Cristina seguirá. Obama, por sua vez, tem que resolver questões estratégicas. Neste momento, o ator de relevância na América Latina é o Brasil. Ainda mais com o governo Dilma, que tem se mostrado, ainda que de esquerda, menos ideologizado do que na era Lula. A diferença com relação ao Irã, por exemplo, já é nítida”.

Ver Reportagem Completa em: http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/politica/ausencia-de-obama-decepciona-governo-argentino/

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